Brasil, década de 1950. Um faquir gaúcho torna-se celebridade nacional depois de se submeter a diversas provas de jejum, nas quais se exibe ao público dentro de uma urna de vidro, deitado sobre uma cama de pregos e cercado por serpentes. A cada apresentação, ele passa mais tempo sem comer. Finalmente, na Capital Federal, bate o Recorde Mundial de Jejum, até então nas mãos de um faquir francês. O artista gaúcho em questão era o fabuloso Silki, um prodígio da resistência física e orgulho nacional. Do início da carreira em circos mambembes na adolescência até o ostracismo do qual se tornou refém nos últimos anos de sua vida, a biografia Silki - Um tratado sobre a arte do faquirismo traz à tona as glórias e tragédias desse Campeão da Fome e também de outros artistas, homens e mulheres, que se dedicaram à arte do faquirismo no Brasil da época. Obra fundamental para o resgate de uma modalidade circense totalmente esquecida há décadas e de personagens que o país consagrou e depois descartou