Em seu terceiro livro de contos, Severo aproxima-se do amor. Não o amor piegas, repleto de um sentimentalismo que mais causa rejeição do que atração. Embora todas as quatorze histórias do seu livro estejam de forma inegável alinhadas ao sentimento cantado em sua forma mais expressiva em língua portuguesa por Camões, os caminhos que o autor decidiu fazer seus personagens atravessarem não são desconhecidos para aqueles que já leram Marco Severo: escolhas impossíveis, amores que perduram de maneira clandestina apesar dos amores oficiais, decisões que acarretam em reminiscências nostálgicas, o amor que aceita a perda; o amor que, podendo ter sido dado, nunca foi.